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“O profissional e seus projetos” fala Marise Prosdócimo Izique

Postado em

Curitiba, 02 de junho de 1991

 

Desenvolve três atividades com dinamismo. Arquitetura de interiores, comércio e cursos sobre decoração na Socipar. Formada há 6 anos, fez cursos de especialização em Barcelona durante 2 anos. Sensível, criativa, já assinou vários projetos de residências e lojas’ aqui em Curitiba recentemente. Esta é Marise, Sra. Dr. Egas Izique.

 

PESSOALMENTE

Signo: escorpião.

Cor: azul.

Perfume: Fendhi.

Temperamento: fácil de conviver. Sou simples e às vezes peco por excesso de espontaneidade.

Adoro: viajar.

Importante na vida: são as amizades.

Admiro profissionalmente: Julio Pechmann.

Tenho mania: de dormir muito. Preciso de 8 horas para estar bem.

Hobby: leitura, cinema, teatro.

A minha vida social: não é intensa. Sou caseira. Quem trabalha muito quer ficar tranquila à noite.

Filhos: tenho uma. Camilla de três anos.

Ter sorte: é sempre ter pensamento positivo, isso chama a sorte.

Azar: é ser uma pessoa negativa, pesada.

Medo: não ter saúde.

Planos: trabalhar muito para chegar lá.

Sonhos: ter uma casa projetada por mim, bem do meu gosto.

 

OPINIÃO

*** Em termos de futuro, sinto que a tendência é as pessoas cada vez procurarem menos o arquiteto pela situação econômica vigente. Por isso acho que o profissional tem que viabilizar seus projetos.

*** A pessoa tendo cultura, sendo viajada e tendo bom gosto, saberá transar bem a sua casa mas se perderá no detalhamento de uma lareira, no desenho de um móvel que não achou pronto para comprar, ou na disposição dos objetos.

*** Ideia: setorizar o projeto em várias etapas: assessoria-detalhamento e acompanhamento, e dar consultas, esclarecendo as dúvidas que o cliente tenha. Se você trabalhar bem e atendê-lo nos pontos que ele precisa, pode ter certeza que ele voltará sempre. 

*** Ponto importante: os projetos deveriam ser bem cobrados para que o cliente saiba o quanto vai gastar e se sinta à vontade, sem aquele medo de gastar mais do que pode.

*** Decoração e arquitetura de interiores: eu entendo por decoração móveis, tecidos, cortinas, cores, textura, etc. A arquitetura de interiores já abrange o detalhamento de ba-nheiros, cozinha, especificação de materiais a serem utilizados, etc.

ARQUITETURA

Me formei em Arquitetura há 6 anos atrás. Logo viajei com meu marido para Barcelona onde ficamos dois anos. Ele se especializando em Cirurgia Plástica e eu, fazendo cursos, estagiando e trabalhando em arquitetura.

Cursos: à tarde eu fazia curso de arquitetura de interiores e à noite Desenho de Mobiliário para sentir a maneira com que eles trabalham e a linguagem que é bem diferente da nossa. Acho importantíssimo, porque eles nos dão outra visão, mais ampla, mas às vezes até ampla demais para o local em que vamos atuar.

Experiência: à parte dos cursos penso que o que conta muito é o trabalho do dia-a-dia porque nos faz aprender constantemente. A experiência é tudo.

O sistema europeu: quanto ao mobiliário, há uma grande carência de mão-de-obra, ela é muito cara, por isso lá eles compram móveis prontos, consequentemente o arquiteto de interiores funciona como programador, organizador de elementos no espaço.

Valorização do profissional: lá, um designer de mobiliário trabalha sozinho. Tem escritório e é contratado por indústrias. A valorização acontece pelo poder criativo do profissional. Aqui as fábricas não te procuram porque muitas vezes copiam. A indústria investe pouco na parte de designer e de pesquisas.

O que falta no Brasil: é respeito com o profissional. Ele não é respeitado e valorizado. Tratando-se de arquitetos, as próprias firmas construtoras não investem em projetos diferentes e sim nos de mesmo padrão. O que elas precisariam entender é que cada vez mais o cliente vai querer coisas diferenciadas que só poderão ser feitas por pessoal especializado.

O que mais me gratifica: adoro fazer o que faço e geral-mente quando’ faço um projeto as pessoas me procuram novamente.

 

OUTRAS ATIVIDADES

 

Resolvi entrar no comércio porque adoro vender, sempre tive esse lado comercial. Por isso abri a “BOM BOM”.

Optei por roupas íntimas, porque achei que aqui em Curitiba faltava uma loja assim, que atendesse a parte principalmente de enxovais mais sofisticados. Na “Bom Bom” uso a minha criatividade.
Estou adorando porque estamos bem localizadas, eu e minha sócia Clarisse. A loja fica dentro dos espaços da Socipar onde o fluxo de pessoas é intenso.

 

COMO PROFESSORA

 

Todos falam aqui no Brasil, o problema é a falta de recursos técnicos, nem todo arquiteto sai da Faculdade preparado para fazer arquitetura de interiores.
Procuro repassar no curso que estou dando na Socipar o conhecimento desta área. Esclarecimentos sobre os pontos para que você saiba reconhecer uma peça para saber o que está usando.

Oportunidade: para que eu ponha para fora o que apreendi em Barcelona. Também é uma forma de melhorar o nível profissional, dos decoradores e arquitetos e uma contribuição para que o leigo aprenda o que é bom e o que não é dentro de um projeto.

O ideal seria fazermos um curso de 2 anos, mais prolongado, que desse ao aluno maior bagagem de conhecimento sobre o assunto. Infelizmente aqui em Curitiba não existem muitas opções no campo.

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