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René Ariel Dotti

“Curitiba, amor primeiro e único”, declara René Ariel Dotti

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René Ariel Dotti

Curitiba, 19 de agosto de 1990.

Agradecendo a oportunidade do convite sempre amável de Iza Zilli, gostaria de saudar
Curitiba. Não, porém, em forma de “Carta” ou outro tipo de solene declaração,
assim como convém aos documentos oficiais de grande relevo administrativo ou político.
Não também sob forma
poética, que tão bem ficaria fosse eu poeta ou, pelo menos um habitante do
mundo das Artes, das Letras.
Mas eu gostaria de saudar Curitiba como seu mais fiel namorado e até mesmo,
em muitas circunstâncias, como seu “fiel camareiro” para usar o título de um excelente filme.
Ruben Braga, esse extraordinário “pianista da palavra” disse numa de suas crônicas que a
cidade onde a gente nasce e onde a gente ama, exerce sobre nós uma espécie de
“força da gravidade sentimental” por mais distante que possamos estar,
continuamos sendo atraídos para voltar ao seu cenário.
E como “fiel camareiro” gostaria de, todos os dias e todas as noites, fazer Curitiba dormir;
fazer Curitiba acordar; fazer Curitiba falar; fazer Curitiba andar.
Não é preciso jurar que Curitiba é também o amor primeiro e único com suas manhãs
tardes e noites de todas as estações do ano, confundindo-se entre si e estimulando as amizades
e as paixões, com todas as temperaturas e todos os climas.
Curitiba é, portanto, “tudo isso e o céu também…” para lembrar uma frase que se não existisse,
deveria ser inventada para a beleza de um filme de romance.

RENÉ ARIEL DOTTI
Professor Titular de Direito Penal e Criminologia na Universidade Federal do Pr.
Membro do Conselho Diretor do Instituto Latinoamericano da ONU (prevenção de delito)
Advogado