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Cartas a Curitiba

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Dedico este trabalho jornalístico a Benjamim Zilli Júnior, que muito amou Curitiba e, com bom astral a conheceu profundamente.

A meu pai, curitibano de nascença e de coração, pessoa vibrante e inesquecível, admirador do dia e da noite curitibana, ofereço esta reportagem pois, sei que ninguém mais do que ele, ficaria feliz ao ler “Cartas à Curitiba”.

 

Iza Zilli

 

Estava eu na redação do Correio de Notícias, naquela agitação de fechamento de coluna, quando meu amigo Cláudio Seto me sugeriu que eu iniciasse um trabalho jornalístico em homenagem a nossa querida Curitiba.

Pensamos: “deverá ser um registro onde pessoas expressivas da nossa sociedade possam transmitir a sua opinião sobre a nossa cidade”.

Aí nasceu “Cartas à Curitiba”. Uma reportagem interessante com empresários, políticos, artistas e nomes de destaque que nossas cartas emitem opiniões, escrevem, sobre o que sentem e até viajam no tempo recordando como Curitiba os acolheu

e fatos pitorescos que com eles ocorreram.

O mais importante desta reportagem é o registro, que permanecerá através dos tempos.

Conseguimos com nosso trabalho, algumas demonstrações de amor à Curitiba,

e, são eles, os homens que declaram a sua paixão por esta cidade.

Alguns por certo adotados e não menos incertos sobre o seu amor.

Assim, gostaria que você que vai ler as “Cartas à Curitiba”, sinta-se um amante,

desvendando segredos de sua amada Curitiba. 

 

 

IZA ZILLI

 

Estas cartas de amor a Curitiba redigidas por alguns dos mais destacados membros da nossa sociedade, reforçam a idéia de que a Cidade é um projeto coletivo de bem comum.

Em todos os corações e mentes percebe-se a alegria de participarem da vida desta Cidade neste momento tão especial que é o limiar de seus 300 anos.

Aqui renovam-se as estruturas urbanas, multiplicam-se os pontos de encontro, abrem-se novos caminhos de progresso e de igualdade social.

As cartas coletadas pela Iza Zilli são admirável perfil da sociedade contemporânea.

Podem instruir quem, no futuro queira fazer a história das mentalidades dessa geração.

Tem sabor de correspondência amorosa.

Todas as cartas guardam memória, dentre os aqui nascidos e os que aqui escolheram viver, dos mistérios e das delícias da vida curitibana.

A Iza Zilli é moça da desta cidade.

Sua gente animou o Largo da Ordem nas manhãs do início do século, quando havia o efervescente comércio do armazém do velho Benjamim Zilli, patriarca familiar.

Ainda lá se pode ver o solar da sua família, a varanda de ferro projetando a sua sombra sobre as pedras do Largo, rivalizando com o campanário da Igreja de São Francisco,

ou com o olho mágico do velho bebedouro.

As crônicas de Iza não dispensam as tintas da memória.

Tem tons marcantes, que brotam da alma de Curitiba.

Este livro, coletânea das diversas visões de uma mesma Cidade, tem também o sabor de relato da paixão de seres humanos pelo local onde nasceram, onde escolheram viver,

e onde realizam as potencialidades das suas vidas.

 

 

RAFAEL GRECA DE MACEDO

 

Capa: MARIA CRISTINA ZILLI

Editor Gráfico: PAULO BELLO

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