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Marila Annibelli Vellozo Andreazza

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Versatilidade é a caraterística principal de Marila e a paixão dela é a dança. Foi da primeira turma de dança moderna na Escola de Danças Clássicas do Teatro Guaíra. Formou-se em cinco anos (é uma escola de oito anos), foi os Estados Unidos, onde praticou dança clássica, moderna, jazz, ginástica aeróbica e break dance. Estagiou no Balé Teatro Guaíra, tendo dançado ‘Noite de Quatro Luas”, de Jair Moraes, e “Giselle ”. remontagem de Carlos Trincheiras.

 Formou-se no Curso de Dança da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em convênio com o Teatro Guaíra, no qual, desde 1991, ministra aulas de dança contemporânea e dança moderna. Na Escola de Danças do Teatro Guaíra, atua há dez anos exercendo as funções de professora, coreógrafa e dirigindo espetáculos. Como bailarina, pretende dançar até quando Deus lhe der vida, pois acredita na importância do tempo no corpo que dança.

 

Desde 1996 promoveu, produziu e coordenou vários cursos, na área da dança, com profissionais conceituados nacional e internacionalmente: Isa Partsch Bergsohn que foi aluna de Mary Wigman e assistente de Kurt Jooss (dois grandes nomes da dança neste século), Stephen Smith (bailarino solista do Alvin Ailey), Carlos Delgado (Chile), Ana Figueiredo (São Paulo), entre outros.

Elaborou e vice coordenou a primeira especialização voltada à dança no Paraná: Pós-Graduação – Lato Sensu – , Especialização em Consciência Corporal – Dança, pela Faculdade de Artes do Paraná ( 1998/ 1999).

Em 1998 e 1999, partiu para um projeto empreendedor, o “Falando de Choro”. Nesse espetáculo, dirigido e dançado também por ela junto com outros profissionais, o famoso “chorinho” e o folclore andino foram reproduzidos nas praças Santos Andrade e Rui Barbosa e no Parque Barigui, levando cultura para as ruas, por meio da dança moderna. “Quando a dança consegue descer de seu pedestal e torna-se acessível ao público, a massa menos afortunada da população gosta e sabe apreciar. Pena que na maioria das vezes, esses espetáculos só podem ser vistos em grandes palcos e a preços muito altos”. O espetáculo atingiu um grande número de pessoas.

Produziu e atuou como bailarina no espetáculo “Break a Leg -Amo a Recordação Daqueles Tempos Nus”, do coreógrafo holandês Pieter de Ruiter, que a convidou para realizar esse trabalho quando a conheceu em 1998. O espetáculo foi um marco para a dança em Curitiba, já que apresentou uma proposta contemporânea em sua concepção com vídeo, dança, teatro, música ao vivo, contando com a participação de seu filho Henrique. Como coreógrafa, enfrentou novo desafio neste ano: dirigiu e coreografou todo o espetáculo de encerramento da Escola do Teatro Guaíra, “O Palácio do Príncipe Dragão”, com mais de 470 alunos.

Convidada a atuar como Maitre de Dança Contemporânea da Companhia G2 do Teatro Guaíra, no ano passado, Marila vem desenvolvendo um trabalho embasado no que mais acredita como bailarina: a valorização do tempo nos corpos que dançam e, portanto, a evolução da dança nesses corpos.

Para o ano 2001, estará realizando o I Encontro das Novas Dramaturgias da Dança”, evento esse que já conta com a presença de Setsuko Yamada, nome importante da dança contemporânea no Japão.

Marila tem a ver com a mulher atual. A cada dia sente-se mais responsável, desempenhando o seu papel na comunidade, pesquisando formas de interagir com o seu público, atenta, inclusive, à maneira como quer passar sua figura de mulher e de artista, que requer constante evolução.

 

MARILA

 

Meu intuito, mesmo que a longo prazo, é levar a dança para um grande número de pessoas, construir um público para essa arte que possui a força de encantar e de educar.

As escolas não podem abrir mão do ensino da dança. No ano passado, ministrei o módulo “Movimento”, para alunos de quatro a onze anos do Ensino Fundamental, e foi uma experiência fabulosa. Meninos que no início viam a dança com preconceito terminaram o ano também dançando no musical de encerramento do ano letivo. Esses meninos não serão provavelmente profissionais da dança, mas têm sensibilidade para apreciar as artes, ao mesmo tempo que adquiriram conhecimento para avaliar projetos dessa estirpe. Bem mais importante do que isso: conhecerão e respeitarão mais seu próprio corpo, já que terão a possibilidade de reconhecê-lo e experiênciá-lo por meio da arte … Isto faz toda a diferença.

O Brasil perde a cada ano dezenas de bailarinos formidáveis, mão-de-obra construída e lapidada aqui no nosso Brasil e que acabam dando frutos a outras nações. É mais do que tempo de as empresas utilizarem-se da qualidade implícita na dança, aliando-a a seus produtos e proporcionando patrocínio aos profissionais dessa área. Quem não quer seu produto vinculado a uma estética apurada, ao requinte, à disciplina e ao domínio de um bailarino?

Entendi, nos últimos anos, que sou eu, mais do que ninguém, quem quer dançar. Tenho estimulado a dança para todos, incentivado meus alunos e colegas, pois tenho um envolvimento bastante estreito com o movimento. Já plagiando lsadora Duncan: ”A dança é minha forma de oração”. É meu modo de ser grata à minha morada e à minha passagem por estes tempos. Na dança me perpetuo, nela encontro sempre novas possibilidades e maneiras de me movimentar. Sou privilegiada pela formação que recebi em dança, mas nunca a considero suficiente. Quero cada vez mais despojar-me do movimento preestabelecido, do ideal de corpo também preestabelecido. Meu senso estético tem se transformado e, a partir daí, também a minha dança, uma dança que valoriza as diferenças de cada um pelo fato de acreditar que apenas quando o ser humano aceitar as diferenças de seus “semelhantes é que teremos uma sociedade mais pacífica”.

 

Marila Annibelli Vellozo Andreazza

Rua Carlos Gelenski, 518 – Parque Tingüi (041) 336-3703 (041) 338-5839 Curitiba – PR

marilla@uol.com.br

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