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Sou a minha obra

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DORALICE ZANE1TI DE OLIVEIRA

Aluna de expressivos mestres da arte, como Celso Coppio, Augusto Conte, Cristina Petry e Suzana Lobo, frequentou o atelier de Alfredo Andersen e o de Guido Viaro .
Estudou História da Arte no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.
Perfeccionista, foi só a partir de 1990 que se assumiu como artista.
Dessa data para cá, participou de inúmeros salões, em que expôs suas obras em coletivas e em individuais, conquistando diversos prêmios
e o respeito profissional.
Doralice é Sra. José Machado de Oliveira, e assim se expressou:

 

DESCOBERTA – Depois de 10 anos de terapia, aceito melhor as minhas falhas e as dos outros. Desenvolvi o meu lado espiritual com leitura e meditação. Sou introspectiva, a priori , de temperamento colérico, mas melancólica, compondo a possibilidade do “ser” artista . Aproveito essas minhas nuances para criar e coloco isso na tela. Não cursei Belas Artes, mas estudei muito e fui aluna de sensíveis grandes artistas. Com eles aprendi as técnicas, o uso das cores e o desenho. Com a vida e as viagens, o exercício da transformação.

VIAGEM -Acho que a minha arte é o resultado do meu vivido, pois coloco o que aprendi com os mestres, com aquilo que vivi através de viagens. Conheço a vida porque a viagem é um exercício de mudar. É nela que eu constato a beleza do Criador, dos seres criados por Ele, as maravilhas da natureza e dos homens. A beleza da vida também está em descobrir que a humanidade é completa sem você, cada um de nós é importante, mas não é imprescindível. E esta é a grande lição que Deus nos dá.

SEDUÇÃO – Procuro extrair de tudo e de todos o que há de melhor. Cada detalhe, cada movimento me seduzem. Ao conversar com você, observo o seu melhor ângulo, a sua beleza. Detalhes que ao se olhar no espelho não são vistos, por que sempre nos miramos com olhos críticos. Na verdade, somos todos grandes sedutores o tempo todo e isso é o interessante da vida.

SENSIBILIDADE – O desconhecido me fascina, apesar de que tudo já está no ” posto justo”. Demorei muito para concluir que não vou poder mudar o mundo. Ele acontece sem mim, e apesar de mim. Fico extremamente sensível diante da miséria alheia, mas sinto que há necessidade de uma hierarquia de vida para se fazer a caminhada para o conhecimento do justo e do belo. O bem não existe sem o mal. Então, como poderíamos compará-los? A questão ê de simples opção.

FÉ – Temos contatos com Deus. São comunicações que Ele faz através de “insight”. Sinto a presença dele nas horas que passam. Deus existe e zela por nós com o mesmo amor de um artista pela sua obra.

TÉCNICAS – Nos meus trabalhos acho bonito deixar o rastro das pinceladas. Uso técnicas diferentes conforme o tema. Na minha concepção um fundo de mar deve ser feito com aquarela; translúcida, transparente, escorregadia com recursos de cores infinitas.

CRIAÇÃO – Arte e vida são a mesma coisa. Tudo o que é na vida é também no trabalho. O dia de hoje é a consequência dos dias já vividos. Na aquarela você percebe essa vivência porque as cores vão se modificando. Se tenho uma palavra boa, quero dize-la, se tenho uma arte que valha a pena ser olhada, quero mostrar, pelo meu prazer criativo .

OPÇÃO – Renunciei ser acadêmica para ser uma artista contemporânea. Foi uma palestra que mudou a minha concepção. Nela ouvi que o acadêmico não vive o seu tempo. Vive o seu tempo quando faz a arte do seu tempo, usando todo o referencial e cabedal de conhecimentos adquiridos. Na verdade, o que contribui é a evolução.

VIDA – A vida foi feita para ser vivida até a última chama, mas também para deixar rastro. Uma obra de arte também só tem razão de existir se tocar alguém.

OBRA – Quero ser uma pessoa identificada pela arte. Eu sou a minha obra. No meio artístico há todo tipo de ser humano. É de uma riqueza inigualável, fantástica mesmo. Se simplesmente você passa pela obra e não a vê, é porque essa obra não te diz nada. Uma obra de arte fala por si mesma: toda a obra que tocar a emoção valeu a pena existir.

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